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Bots: como se proteger das Fake News

Bots: como se proteger das Fake News

Em meu último post, falei da parte não tão legal envolvendo bots, especialmente com a crise atual de desinformação e fake news no Brasil e no resto do mundo. Porém, há maneiras de proteger sua privacidade contra bots e identificá-las nas redes sociais.

A seguir vão algumas dicas de como perceber um bot. Lembrando que nem todas as contas são falsas no sentido estrito da palavra, e nem todas são automatizadas por completo. Algumas pessoas gerenciam diversas contas para passar a ideia de “senso comum” de ideias.

Indicadores de que uma conta é bot

(dicas baseadas na pesquisa de 2018 da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas)

  • Mesma data de criação- em algumas redes sociais, como Twitter e Facebook, é possível ver a data que o usuário integrou na rede. Contas bots normalmente foram criadas no mesmo dia que várias outras relacionadas ao tema.
  • Publicações em mesmas datas e horários – contas bots geralmente são programadas por algoritmo para serem postadas em um mesmo horário.
  • Similaridades demais - mesmo com algumas diferenças, é possível perceber que alguns sites e contas possuem uma URL parecida, mesma foto de perfil (muitas vezes de atores ou “roubadas” de usuários) e/ou foto de capa idênticas. 
  • Padrão na construção de nomes- nomes com o mesmo final, repetição de estrutura e palavras-chave são normalmente de um mesmo padrão de bot.
  • Pouca ou nenhuma postagem autoral-  por razões óbvias, robôs não produzem conteúdo próprio e são utilizados para replicar ou endossar conteúdo gerado por humanos. Esse tipo de conta costuma possuir um volume muito elevado de compartilhamentos e nada ou praticamente nada de postagens autorais.
  • Volume alto de contas seguidas-  existe um limite físico para a quantidade de conteúdo que um ser humano real pode consumir, mas não para um robô. Contas falsas tendem a seguir uma grande quantidade de usuários na esperança de que eles sigam de volta e recebam suas mensagens. Bots similares também costumam seguir praticamente as mesmas contas e se seguem entre si.
  • Localização suspeita-  um robô mal-programado pode entregar sua verdadeira identidade a partir de uma localização vaga, remota ou incompatível com a que o perfil simula. Como o caso das contas fantasmas russas que fingiam pertencer a norte-americanos, mas a geolocalização da rede social indicava que as mensagens vinham de território russo.

A melhor coisa a fazer quando se encontra um bot é não interagir. Lembre-se: não há uma pessoa real ali, e replicar e retuitar torna apenas o alcance da conta maior. Faça o bloqueio e denuncie por canais oficiais da rede social.

Além disso, nem todo os robôs está do lado negro da força. Alguns, como o PegaBot e FátimaBot, são inteligências artificias que identificam contas automatizadas e avisam os usuários automaticamente das notícias falsas compartilhadas.

O trabalho é constante e árduo, mas quando mais conscientes estivermos de nossos meios e informações, menos a alienação ficará presente. E menos conteúdo duvidoso no grupo da família do Whats vai precisar ser desmentido (além de brigar com as tias).

The Business Change
Thais Porsch
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Estudante de Jornalismo e fotógrafa

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