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Jornalista no marketing? Um relato da faculdade X realidade

Jornalista no marketing? Um relato da faculdade X realidade

“Meus Deus, eu preciso de um estágio”. Era a única coisa que em conseguia pensar antes do final do semestre. Quase 2 anos do meu curso já se passaram e até agora eu só tinha conseguido dois freelas de fotografia na minha vida. Em outubro participei de um processo seletivo de uma grande agência de marketing digital, mesmo sem aulas de marketing o suficiente no meu curso de jornalismo. Foi horrível, não sabia nem o que era persona na dinâmica. Fiquei arrasada, pensei em sair culpando todo mundo, meus professores, minha faculdade. Mas prometi para mim mesma que eu não ia desistir na primeira frustração. E que sim, a culpa dos meus fracassos é minha. Foi quando me surgiu a oportunidade na Hag.Group.

Fiquei sabendo, no último dia da seleção, nos 45 do segundo tempo. Lembrei do famosos “o não, você já tem” da minha mãe. Mandei. Lá pelas três da tarde, recebo uma ligação perguntando se eu gostaria de participar do programa de Aceleração de Pessoas. Não pensei duas vezes, disse sim. Não era bem um estágio, mas era o que eu precisava: algo que me desse uma função, fora da faculdade e das apresentação de Power Point. Cancelei minha aula de dança, mudei a data de trabalhos, praticamente larguei a academia para ter os dias livres. Mas sem arrependimentos, apenas expectativas.

Em uma semana, já sentia que sabia mais de marketing, estratégias de negócios e empreendedorismo do que um ano inteiro na faculdade. Aprendi que marketing vai muito além dos 4P’s e do case da Havaianas. Aprendi que o curso de jornalismo me limitou muito na área da comunicação. Pensava apenas dentro da caixa de redação e da televisão. Aprendi, que não sabia nada de coisa nenhuma. E isso, é ótimo.

Essa experiência me abriu os olhos para uma visão mais crítica à faculdade. Não somos ensinados a lidar com situações reais e problemas reais. Orçamentos imaginários e campanhas mirabolantes garantem um 10 na universidade, mas não tem nada a ver com o que vamos enfrentar mundo a fora. Lidar com situações de verdade e com problemas que terão consequências (que não seja uma DP) nos tornam mais responsáveis e preparados. E é isso que a Hag vem fazendo.

Ainda é um processo muito novo, não sei se eu amo ou odeio marketing, têm dias que eu não sei nem o que eu estou fazendo, têm dias que não sai nada da cabeça. Não sei exatamente minhas expectativas, apenas mais da realidade. Erramos, nos frustramos e descobrimos que não somos tão inteligentes assim quanto os nossos professores falavam. Mas acima de tudo: aprendemos. Não só conhecimentos por tabela, mas também ganhamos como bônus uma dose extra de realidade.

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Edit: 25/07/2019 

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The Business Change
Thais Porsch
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Estudante de Jornalismo e fotógrafa

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