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Em meio a tantos concorrentes, como minha startup pode se destacar?

Em meio a tantos concorrentes, como minha startup pode se destacar?

Só temos 2 certezas na vida: A morte e concorrentes!

Uma empresa que diz que não possui concorrentes está mentindo para você. As ideias mais inovadoras do mundo, como o avião, tiveram concorrentes, mesmo que ultrapassados (como o dirigível nesse caso). Na história da humanidade, a competição sempre foi o catalisador de grandes inovações e invenções. Guerra é uma competição, livre mercado é uma competição, a universidade é uma competição. Todas essas competições trouxeram inovações ao mundo, ainda que a primeira tenha trazido muitas consequências ruins junto.

Mas quando falamos especificamente de startups, os concorrentes são inúmeros e, em geral, maiores. Podem ser grandes corporações, startups mais consolidadas, talvez até seu colega de mesa. Inclusive, esses concorrentes podem ser indiretos, em outras palavras, atuam em mercados adjacentes ou vendem produtos similares. Mas não fique paranoico por causa disso! Não seja aquele cara esquisitão que fica no canto da sala de um evento, sem falar com ninguém sobre sua “grande ideia revolucionária” com medo que a "roubem". 

Pouco importa que você tenha concorrentes maiores. O que conta é o que você fará a respeito deles. A grande sacada é se destacar em meio a este mar de empresas. Então, por onde começar?

O primeiro passo é reconhecer suas limitações e as dos seus competidores. Porque assim que isso estiver claro, você entenderá quais os seus desafios (não barreiras) e qual ou quais nichos de mercado, features ou qualquer que sejam as oportunidades para aproveitar.

O livro “a arte da guerra” ensina uma lição muito relevante sobre nunca subestimar seu inimigo e isso é totalmente válido neste contexto. A competitividade faz com que empresas que estejam no topo, e que pretendam permanecer lá, olhem constantemente ao seu redor para compreender as mudanças ao seu redor e as tendências que sinalizam próximas oportunidades. Portanto, sempre olhe ao seu redor, a fim de entender exatamente quais lugares ou opções você deve explorar.

 

Para ilustrar isso, digamos que você tenha um produto revolucionário direcionado para um nicho de mercado não explorado. Como se você estivesse em um jogo de pôquer e na última mão tivesse um Royal Straight Flush (a melhor mão de todas no pôquer, com uma probabilidade de0,0001539% de chance de ser obtida), mas você resolve desistir da jogada e perde o jogo, apenas, porque sim! Você pode achar isso um absurdo, porque, afinal de contas, seria uma loucura e ninguém seria tão sem noção de fazer isso, certo? Pois é, isso pode não acontecer no pôquer, mas isso acontece na vida real. Existem muitas startups que possuem alto potencial, mas não botam a mão na massa e são engolidas pelo mercado.

Mais importante do que uma ideia “genial” é colocá-la em prática. Isso já é um diferencial. O Uber, antes de possuir um aplicativo inteligente, ligava para seus motoristas para buscar seus passageiros. Eles não ficaram sentados em uma ideia genial, executaram com o que tinham, mesmo que talvez alguém já tivesse pensado nisso antes.

A lição aqui é: somente a partir da combinação de ação, conhecimento do seu mercado, do produto e uma equipe engajada é possível prosperar.

Startups

The Business Change
Pedro Romagnoli Gusso
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"Real sign of intelligence isn't knowledge, it's imagination" - Albert Einstein. Business Transformation @ HAG Ventures.

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