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Going global? Saiba as vantagens de incorporar nos EUA

Going global? Saiba as vantagens de incorporar nos EUA

 

A principal vantagem de estabelecer um negócio nos EUA é a de se tornar uma empresa global. Caso seu negócio possua clientes em potencial ao redor do mundo, a incorporação nos EUA pode fazer muito sentido. Além disso, ser uma empresa americana é uma vantagem competitiva caso esteja em busca de investimento externo. As oportunidades de investimento são inúmeras nos EUA, ou seja, os investidores podem escolher. Para eles, não estar incorporada nos EUA pode ser a razão para eliminar a sua empresa sem sequer escutar seu pitch. Se você quer, ao menos, ser considerado para investimento, tornar a sua empresa internacional é determinante.

Em contrapartida, lidar com leis e regulamentos de outro país pode ser intimidador, mas se você consegue lidar com a burocracia no Brasil, facilmente, conseguirá fazer isso fora daqui. De acordo com o Doing Business Report - estudo do Banco Mundial que analisa o ambiente de negócios de 190 países - o Brasil é um dos países mais difíceis de empreender do mundo. Estamos na posição 125º em relação a facilidade de fazer negócios. Vários problemas econômicos, burocráticos e estruturais compõem o chamado custo/risco Brasil - que representa uma quantidade excessiva de tempo e recursos necessários para superar barreiras burocráticas - o que diminui a competitividade das nossas empresas. Se sua empresa foi capaz de prosperar nesse ambiente, então, incorporar fora do Brasil será mamão com açúcar! Ecossistemas mais avançados têm regras mais claras e quase todas as informações podem ser encontradas online o que facilita muito o processo.

Acabando com os mitos

Diferente do que você deve imaginar, não é necessário ser um cidadão americano para poder incorporar a sua empresa na terra do Tio Sam. O procedimento para um não residente é, em linhas gerais, semelhante ao exigido para um residente. Então, mesmo sendo brasileiro e sem nunca ter pisado nos EUA, você é bem-vindo para começar ou expandir seu negócio em solo americano. Além disso, os custos são relativamente baixos e o procedimento muito menos burocrático do que estamos acostumados no Brasil. Algumas plataformas podem ser muito úteis para auxiliá-lo nesse processo: A Plataforma Gust (Platform for Investments) e o Stripe Atlas (Incorporation in the US) são opções viáveis.

O Estado a incorporar varia com relação aos seus objetivos. Empresas que planejam buscar capital de risco ou abrir o capital normalmente escolhem o Delaware, dentre outras razões, porque esse Estado possui um corpo de leis bem desenvolvido em torno da governança corporativa que proporciona conforto e previsibilidade jurídica.

Outro fator relevante é escolher qual o tipo de entidade corporativa é a melhor combinação para suas necessidades. Nos EUA, você tem duas opções principais: LLC (Limited Liability Company) ou C Corporation. A maioria das startups sediadas nesse país optam pelo modelo de C-Corporation, a exceção à regra é se você não pretende arrecadar dinheiro de investidores externos ou fazer uma IPO. Nesse caso, a LLC pode ser uma boa opção, tendo em vista os benefícios fiscais desse formato.  

Aguarde as cenas dos próximos capítulos...

Na segunda parte desse post falarei em detalhes sobre a escolha da entidade jurídica, jurisdição e sobre as ferramentas que facilitarão o processo de incorporação internacional da sua empresa.

ASSISTA TAMBÉM: Entrevista com Dalton Dallazem sobre internacionalização para o EUA

Startups

The Business Change
Giovanna Zeny
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Head of Business Transformation na HAG. Mestranda em Adm pela UFPR, com ênfase em Inovação Aberta e Corporate Venture Capital. Alumni da European Innovation Academy e Alumni da Fundação Alexander von Humboldt, Alemanha.

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