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Soluções energéticas - European Innovation Academy - EIA

Soluções energéticas - European Innovation Academy - EIA

European Innovation Academy (EIA), um programa imersivo de três semanas que te leva em uma jornada de como construir uma startup inovadora que causa impacto. O que é uma startup? Como validar ideias? Como funciona uma startup? Como construir um modelo de negócios? Como demonstrar isso para investidores? Como se tornar um unicórnio com a menor quantidade de capital? 

No livro “Startup Enxuta”, Eric Ries define uma startup como:

Uma startup é uma instituição humana desenhada para criar um novo produto ou serviço em condições de extrema incerteza.

E é isso, certamente, que se encontra no EIA. 

Trabalhando na HAG, tive muito mais experiência com startups e empresas de software. Raramente trabalhei com o subestimado mundo das empresas de hardware. Portanto, fui para o EIA com um objetivo em mente: achar alguma ideia relacionada a hardware para conhecer mais do assunto.

 

DIA ZERO 

 

No “Dia Zero”, num domingo, há a “Exposição de Problemas”. Lá, participantes expõem um problema no qual entendem profundamente ou tem interesse em resolver e recrutam participantes para ajudá-los nessa missão. Conversei com várias pessoas, de vários países e de diversas áreas de conhecimento. Por acaso, achei uma ideia que me interessou. Uma italiana que morava em Lisboa pesquisando materiais para melhorar a eficiência de painéis solares. Acontece que ela achou alguns materiais que, quando aplicados em células solares, tinham potencial para duplicar a eficiência de produção de energia fotovoltaica. Interessante. Muito interessante.

Após me juntar com o grupo da italiana, Carlotta, conheci os meus outros colegas de equipe, respectivamente, o canadense Harsh (que veio a fazer nosso pitch no dia 15), a portuguesa Sarah e o holandês Erick. Agora com o time formado ,que veio a ser chamado de Iliaki Solutions,oficialmente começou a maravilhosa experiência que eu viria a conhecer como EIA 2019.

3 semanas, 21 dias, 504 horas, 30.240 minutos, 1,814,400 segundos

E NENHUM CAFÉ DA MANHÃ

A primeira semana é dedicada a criação de uma ideia e a validação de um problema, mas no nosso caso, nós não tínhamos nenhum dos dois, nós tínhamos uma solução. Dá para dizer que nós tivemos um começo invertido (Algo que depois descobrimos que é a muito comum no programa e isso dificulta o resto do processo, ooops.) Isso aconteceu com um colega meu aqui da HAG, o Lucas, que trabalhou como CMO no time Unhooked. Por causa disso, nosso foco na primeira semana foi achar o maior problema para aplicar a nossa solução e, a partir disso, chegar em um modelo de negócio. Como eu tenho um background em economia, esse foi uma das partes do processo na qual eu me envolvi mais, junto com o Harsh. Pensamos em diversos modelos de negócios, mas quanto mais pesquisamos mais percebemos que haviam muitas coisa que não sabíamos, como por exemplo, como poderíamos distribuir o nosso produto. Aí chegamos na conclusão que para o início das nossas operações nós deveríamos vender a nossa solução para os distribuidores já existentes e, depois que conseguirmos as patentes certas e o desenvolvimento apropriado para o produto, verticalizar a nossa operação para ter modelos de receitas diferentes.

Junto com essa descoberta, calculamos que poderíamos vender as células solares com a nossa solução já aplicada por 15% mais barato do que o preço normal. Com o nosso produto, seria possível ter mais energia com menos células e isso diminuiria o custo da instalação e da manutenção.

Durante a semana, compramos painéis solares pela internet e fomos até o laboratório em que a Carlotta tinha criado e testado o protótipo em células de silício. O que queríamos validar nesse experimento era se poderíamos aplicar nosso produto diretamente no vidro, pois se isso fosse possível teríamos um mercado ainda maior- para um primeiro teste o resultado foi bem satisfatório.

Com um protótipo desenvolvido e validado, chegou a hora de começarmos a nossa campanha de marketing. O programa estipulava que cada um dos 100 grupos conseguisse pelo 500 assinaturas em suas landing pages até uma certa data para poder se qualificar para o product projection sprint. Como nosso modelo de negócio era B2B, nós precisávamos conseguir 3 cartas de intenção de três empresas diferentes, nós conseguimos 4 cartas de 5 empresas diferentes    (Duas áreas de uma mesma empresa ficaram interessados no nosso produto e mandaram duas cartas diferentes).

Já na reta final que foi a terceira semana, focamos todos os nossos esforços para o pitch. Essa, com certeza, foi a semana mais intensa de todas, principalmente para o Harsh, ele se ofereceu no começo do programa para isso e todos nós ajudamos ele a se preparar mentalmente para isso desde o começo.

  

 DIA 15

O último dia foi surreal, existia algo no ar, uma mistura de euforia e ansiedade. Voluntários, professores, mentores e participantes todos dividiam esse mesmo sentimento.

Quando começaram a anunciar as equipes que iriam para o pitch, nossas esperanças foram parar na estratosfera, a segunda equipe a ser selecionada tinha um pitch deck muito similar com o nosso e um produto na mesma veia que o nosso, só que focado para barcos.

Mas as equipes continuaram a ser chamadas e a cada uma delas nossas esperanças voltavam para mais perto do chão, na mesma velocidade do Felix Baumgartner no Red Bull Stratos, e quando o top 10 acabou junto com ele foram as nossas esperanças MAS ainda havia uma chance, o sorteio da equipe coringa.

Foi assim que aconteceu, de dentro do aquário Karin Künnapas puxou o papel com o nosso nome. 

Assim que nossa experiência terminou- quero dizer começou. Iliaki Solutions continuará seus projetos no futuro.


 

  







 

Startups

The Business Change
Gabriel Henrique Dalmolim
Gabriel Henrique Dalmolim Seguir

Economista, curioso e entusiasta por tecnologia.

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