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5 Formas de Inovação Corporativa

5 Formas de Inovação Corporativa

Inovação corporativa ou inovação aberta é um termo cada vez mais presente em grandes empresas, que precisam continuar relevantes no mercado cada vez mais fragmentado, não apenas pelo “boom” da transformação digital, mas também pela mudança de comportamento de diferentes gerações.

É comum vermos grandes corporações enviando seu time de gestores para viagens de imersão no Vale do Silício, participando de conferências e treinamentos com o intuito de ver o que está acontecendo em outros ecossistemas para aplicar modelos similares em suas companhias, mas, em geral, os resultados dessas ações não são coesos, já que cada empresa possui suas próprias dores.

A inovação corporativa varia de acordo com o negócio e, geralmente, é um processo difícil, especialmente quando falamos de grandes empresas, já que o processo envolve mudança de cultura e sistemas já estabelecidos.

Contudo, todo modelo de gestão de inovação de sucesso tem algo em comum: o desenho de uma estratégia em torno do que a empresa quer alcançar no futuro.

 

Separei cinco tipos de corporate innovation que oferecem estratégias e resultados diferentes:

 

1. Intraempreendedorismo, o antigo P&D

Equipes de inovação sempre existiram dentro de grandes empresas. Esse setor é o responsável por  buscar novas ideias e implementá-las, mas isso sempre esteve mais relacionado com o produto ou serviço que a empresa entrega e dificilmente entrega valor que gera impacto na cultura das companhias.

Hoje, diversas corporações evoluíram seus antigos P&Ds e adotaram a cultura de intraempreededorismo. Nesse modelo, os funcionários da empresa são incentivados a inovar e recebem todo o suporte e insumos para isso. A Adobe é uma das empresas que mais investe e gera inovação a partir desse modelo, produtos como o Kickbox e o XD nasceram do intraempreendedorismo desenvolvido na companhia.

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2. Postos de inovação, o que está acontecendo no mundo?

Algumas das grandes companhias do mundo, instalam escritórios em lugares estratégicos como Vale do Silício ou Israel apenas para acompanhar os avanços tecnológicos de seus concorrentes.

Em 2014, a Mercedes-Benz instalou um posto de inovação no Vale do Silício como o objetivo de acompanhar como as empresas automotivas e as de mobilidade estavam inovando.

No entanto, esse modelo de inovação só funciona como benchmark, rastreamento de tendências e para criar novas conexões.

VEJA TAMBÉM: Entrevista com a BOSCH sobre Intraempreendedorismo na prática 

 

3. Tour empreendedor

Tour empreendedor é oferecido até por agências de viagens e se tornou uma pratica comum em organizações tradicionais. Algumas viagens incluem até visitas em instituições acadêmicas e agências governamentais, além, é claro, das empresas mais inovadoras do mundo, como o Facebook, Google, Apple, Sales Force no Vale do Silício e Waze, Moovit e Wix em Israel. Os visitantes podem participar de palestras e conferências e expandir seu networking.

 

4. Programa de aceleração e incubação: aprendendo com cultura de startups

Uma maneira fácil de se aproximar da cultura das startups e gerar inovação é trabalhar com aceleradoras que possuem programas para empresas já consolidadas.

O banco britânico Barclays, por exemplo, firmou uma parceria com a Techstars para criar o Barclays Accelerator, um programa de 13 semanas em que as startups de fintechs selecionadas têm a oportunidade de desenvolverem suas ideias e se conectar com investidores. 

Isso é claramente atraente para a startup, mas também cria conexões importantes entre o host e as empresas que ele decide promover. Em 2016, a Oracle lançou o Oracle Startup Cloud Accelerator para explorar a infraestrutura de inicialização, ou seja, ideias promissoras em estágios iniciais. As melhores startups recebem 24 semanas de orientação para auxiliar no desenvolvimento do projeto.

Esses modelos de parcerias, são interessantes porque a companhia não precisa disponibilizar um time inteiro ou criar um outro setor na empresa para gerar inovação.

 

5. Investir em educação e parcerias

As Universidades costumam ser o berço das inovações, já que são nelas que nascem boa parte das pesquisas e experimentos. Esse modelo de inovação é importante porque além de melhorar a imagem da empresa quanto à responsabilidade social, também a deixa mais próxima de um enorme banco de talentos.

As empresas e instituições podem estabelecer suas parcerias a partir de financiamentos, disponibilização de espaço físico e programas de estágios, etc.

Há ainda laboratórios de inovação, que são ambientes construídos dentro das empresas com o objetivo de fazer experimentos sem se preocupar com fracassos.

O clube inglês Arsenal, criou o Arsenal Innovation Lab em parceria com a L Marks, empresa especializada em inovação corporativa. O objetivo do laboratório é criar soluções que melhorem a experiência e o envolvimento dos clientes. Segundo Daniel Saunders, CEO da L Marks “O Arsenal Innovation Lab demonstra como organizações maiores podem aproveitar a natureza ágil das startups para comprovar suas operações no futuro e oferecer experiências de classe mundial”

 

So now...

A inovação corporativa pode acontecer dentro ou fora da empresa, pode ser realizada por funcionários internos ou por terceiros, pode ser uma tarefa única que acontece em laboratórios, com equipes dedicadas ou ser responsabilidade de todos.

Escolher a melhor forma de inovar depende do negócio, das projeções para o futuro da companha, quais problemas precisam ser resolvidos, e em qual indústria ou  área a empresa atua.

Antes de decidir a melhor opção para inovar, as empresas precisam saber o que querem alcançar. Ter uma estratégia clara de inovação é essencial para que a empresa atinja níveis mais altos de inovação.

 

 

 

 

 

 

Transformação de negócios

The Business Change
Ana Paula Ribeiro
Ana Paula Ribeiro Seguir

Designer, apaixonada por comportamento de consumo e novas fomas de pensá-lo!

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