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Conheça os modelos clássicos de internacionalização de empresas

Conheça os modelos clássicos de internacionalização de empresas

Para ser competitivo, internacionalizar é uma necessidade! Mas como fazer isso? Quais são as possibilidades? Nesse post vou abordar algumas características dos principais modelos de internacionalização de empresas.

Existem, essencialmente, quatro formas utilizadas para expandir geograficamente, mas, como tudo na vida, há tradeoffs. Eles se diferenciam, em proporcionalidade direta pelo grau de risco e potencial lucratividade, ou seja, quanto maior o risco do processo, maior a possibilidade de lucro e vice e versa.

Investimento Externo Direto

Esse modelo é o que oferece a maior probabilidade de lucro, pois não há necessidade de dividir os ganhos com intermediários ou parceiros. Mas, como não existe almoço grátis, os riscos de expandir para um novo mercado também não são divididos. A dificuldade de expandir internacionalmente - a partir do modelo de investimento direto - é a mesma de começar um novo negócio; requer, portanto, compromisso total. O principal benefício de seguir por esse caminho é o de manter o controle de todas as decisões sobre o modelo de negócios, estratégia de marketing e vendas, localização, contratações, etc.

Antes de tomar a decisão, vários fatores devem ser considerados. Normalmente, o primeiro passo é incorporar ou estabelecer uma nova entidade de negócios no novo país. Isso ajuda a fornecer o nível adequado de estrutura e separação entre a unidade de negócios existente no seu país e a nova organização fora. Em muitos países, registrar a empresa localmente é um must, por isso, é importante pesquisar antes para entender as exigências do mercado foco para a expansão. Em breve, farei um post somente sobre incorporação internacional nos Estados Unidos e Europa!

Joint Venture

Nesse modelo, apesar da necessidade de ter um parceiro ou parceiros internacionais, você terá mais controle do que um contrato de exportação ou de licenciamento. O processo de Joint Venture envolve alto grau de compromisso e de investimento de recursos financeiros e de tempo. Normalmente, essa estrutura inclui dois ou mais parceiros que contratualmente concordam em desenvolver um negócio juntos e dividem os riscos e lucros desse processo.

Há um minucioso contrato envolvido que visa garantir que o processo de separação seja menos confuso e demorado, caso a relação não corra bem. Essa parceria pode funcionar muito bem, principalmente se você tem um relacionamento existente e de confiança com uma pessoa ou com uma empresa em um novo país e, tão importante quanto, com quem você gostaria de trabalhar. Bons parceiros são, portanto, a chave do sucesso para um empreendimento global a partir dessa estratégia.

Licenças ou Franquias

Esses são modelos atrativos caso sua marca esteja estabelecida no seu mercado e você acredite que ela poderá ter força em outros também. A partir de estratégias de franquia ou licenciamento para expansão global, sua empresa mantém o controle sobre a utilização da marca, ou seja, a essência da empresa - o DNA da sua marca - fica, independentemente do local.

Se esse for o caminho mais adequado para sua empresa, é importante ter em mente os principais componentes de sua marca para, assim, garantir que permaneçam consistentes, onde quer que seu cliente esteja.  A razão pela qual isso é importante é para que possam ser incluídos em futuros contratos com franqueados ou licenciados internacionais. Encontrar um parceiro internacional é intrínseco ao processo de internacionalização por licença ou franquia. Para que essa relação seja eficaz, a chave, é fazer uma avaliação minuciosa para garantir que esse franqueado seja alguém em quem possa confiar e com potencial para ser um grande embaixador da sua marca no mercado em questão.

Exportação

O modelo mais básico para expandir para outros mercados é através da exportação, normalmente é a estratégia utilizada pelos marinheiros de primeira viagem. O risco é baixo, os custos são menores e pode ser o método mais rápido, no entanto, existem algumas compensações como, por exemplo, menor lucratividade. Exportar resume-se, basicamente, em tirar o produto de um país e vendê-lo em outro, abrindo mão do controle sobre o que acontece a seguir. O distribuidor internacional assume o risco de vender o produto, gerencia toda a publicidade e promoção, lida com devoluções, bens danificados e, em contrapartida, obtém maior recompensa econômica. Se você ainda não tem recursos, não quer assumir o risco de construir seu negócio em outro mercado, ou investir na criação dos sistemas e infraestrutura necessários para torná-lo bem-sucedido em outro país - encontrar um parceiro de exportação pode ser a melhor opção.

Todos os modelos podem ser interessantes, além disso, podem ser utilizados ao mesmo tempo pela sua empresa em diferentes localidades. Escolher dentre um deles, é uma questão de equilíbrio entre risco e despesa versus controle e recompensa para a sua empresa.

E aí? Onde será o próximo destino da sua empresa? E qual estratégia você vai utilizar para expandir? Compartilhe um pouco das suas experiências ou dúvidas sobre internacionalização!

 

Transformação de negócios

The Business Change
Giovanna Zeny
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Head of Business Transformation na HAG. Mestranda em Adm pela UFPR, com ênfase em Inovação Aberta e Corporate Venture Capital. Alumni da European Innovation Academy e Alumni da Fundação Alexander von Humboldt, Alemanha.

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