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Fintech: a preocupação dos Bancos para 2019

Fintech: a preocupação dos Bancos para 2019

Fintech. Talvez o tipo de startup mais falado recentemente. Talvez, por causa do Nubank, talvez, porque praticamente todas as pessoas têm alguma reclamação sobre o setor bancário. Filas em agências, burocracia, lentidão e altas taxas sempre foram um problema. Resumindo: ninguém fica feliz de ir ao banco.

Piorando tudo, o mercado bancário brasileiro é bem concentrado. Em 2016, os cinco principais bancos do país somavam 82% dos ativos bancários. As explicações para isso são as de sempre; um mercado altamente regulamentado cria barreiras para novos entrantes, além disso, o risco de crédito no Brasil é alto.

Fintechs

Como uma resposta, empresas surgiram propondo mudar tal cenário. Soluções mais digitais, simples e sem burocracia viraram a coqueluche do mercado de startups. Bom, há fundamentos para isso. Fintechs geralmente encontram clientes rapidamente, uma vez que consigam se mostrar confiáveis- uma explicação pode ser pela insatisfação do público com os bancos. Além disso, conseguem monetizar suas soluções mais rapidamente, o que atrai investidores de risco. Portanto, vemos uma avalanche de novos produtos financeiros sendo criados todos os dias no mundo.

Em 2018, o investimento de risco em fintechs chegou a US$ 39 bilhões- saindo de 8 bilhões em 2014. Fintechs viraram um fenômeno global. Mesmo com certa concentração na América do Norte, a Ásia e a América Latina têm participação relevante; 39% dos investimentos são feitos fora das regiões mais tradicionais (China, EUA e Reino Unido). Na América Latina, o investimento em fintechs em 2018 cresceu 167% em relação ao ano anterior. O Nubank, a famosa e querida fintech brasileira, se tornou o primeiro unicórnio “Made in Latin America” valendo US$ 4 bilhões.

O movimento tomou tanta relevância que os reguladores tiveram que fazer mudanças para se ajustarem a esse novo cenário mais tecnológico e fragmentado. Ou seja, graças a essa mudança de paradigmas, o velho e engravatado setor bancário teve que abrir as portas para “pirralhos fazendo empresas em suas garagens”. No Brasil, o Banco Central já flexibilizou algumas regulamentações para incentivar Fintechs e, inclusive, apressou no Brasil o movimento de open banking, já consolidado na Europa e EUA. Em 2019, nenhuma previsão de desaceleração e um cenário extremamente positivo.

Em suma: Fintechs já mantinham os diretores de banco acordados a noite, em 2019, calmantes precisarão ser administrados.

Transformação de negócios

The Business Change
Gabriel Henrique Dalmolim
Gabriel Henrique Dalmolim Seguir

Economista, curioso e entusiasta por tecnologia.

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